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Qual Loja Comprar Notícias > Blog > Notícias > Recuperação judicial e penhora de bens: o que os empresários precisam saber? Veja neste artigo
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Recuperação judicial e penhora de bens: o que os empresários precisam saber? Veja neste artigo

Nadia Solvika
Por Nadia Solvika 9 de outubro de 2025 7 Min de leitura
Rodrigo Gonçalves Pimentel explica como a recuperação judicial pode proteger o patrimônio empresarial diante de penhoras e execuções.
Rodrigo Gonçalves Pimentel explica como a recuperação judicial pode proteger o patrimônio empresarial diante de penhoras e execuções.
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De acordo com o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, sócio do escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados, a recuperação judicial é um instrumento fundamental para garantir a continuidade das empresas em momentos de crise. Nesse cenário, uma das maiores preocupações de empresários e produtores rurais é a possibilidade de penhora de bens durante o processo. 

Contents
O que é a recuperação judicial e como ela se relaciona com a penhora de bens?Quais bens podem ser penhorados durante a recuperação judicial?Quais bens não podem ser penhorados na recuperação judicial?Quais cuidados os empresários e produtores devem adotar para evitar a perda de patrimônio?Recuperação judicial e penhora de bens: um equilíbrio entre proteção e responsabilidade

O tema gera dúvidas práticas, pois envolve tanto a proteção do patrimônio quanto o equilíbrio entre credores e devedores. Assim sendo, entender em que situações a penhora de bens é possível ou não é essencial para uma boa gestão da crise. Portanto, continue a leitura e compreenda como esse assunto pode afetar diretamente a realidade do seu negócio.

O que é a recuperação judicial e como ela se relaciona com a penhora de bens?

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na Lei nº 11.101/2005 que busca preservar a empresa em dificuldades financeiras, assegurando empregos, tributos e a função social da atividade, como informa o núcleo de Recuperação Judicial do escritório Pimentel & Mochi. Durante o processo, ocorre a suspensão das execuções, o chamado “stay period”, que impede, em regra, novas penhoras sobre os bens da empresa. Esse período oferece fôlego para que o devedor organize um plano de pagamento e negocie com os credores.

Entenda com Rodrigo Gonçalves Pimentel quais são os limites e possibilidades da penhora de bens durante o processo de recuperação judicial.
Entenda com Rodrigo Gonçalves Pimentel quais são os limites e possibilidades da penhora de bens durante o processo de recuperação judicial.

Contudo, é importante compreender que a penhora de bens não desaparece completamente. Segundo o Dr. Lucas Gomes Mochi, também sócio do escritório, em algumas situações específicas, determinados ativos podem ser atingidos, especialmente quando não estão diretamente ligados à atividade produtiva ou quando se trata de garantias fiduciárias. Esse ponto exige atenção, pois cada caso dependerá da interpretação judicial e da estratégia jurídica adotada.

Quais bens podem ser penhorados durante a recuperação judicial?

Mesmo com a proteção legal, existem exceções em que a penhora de bens pode ocorrer. Essas situações costumam gerar insegurança, principalmente para empresários que possuem ativos relevantes vinculados ao processo. Entre os casos mais comuns, podemos citar:

  • Bens dados em garantia fiduciária: quando um imóvel ou veículo foi colocado em garantia de contrato bancário, o credor tem o direito de executar esse bem, mesmo que a empresa esteja em recuperação.
  • Ativos não essenciais à atividade: máquinas ou propriedades que não impactam diretamente na produção podem ser penhorados para pagamento de dívidas específicas.
  • Créditos tributários: em alguns casos, a Fazenda Pública pode adotar medidas de execução fiscal, que não são automaticamente suspensas com o pedido de recuperação judicial.

Essas exceções mostram que a penhora de bens ainda é uma realidade possível. Por isso, o planejamento jurídico deve ser preventivo e considerar quais ativos são realmente essenciais para a manutenção da atividade empresarial.

Quais bens não podem ser penhorados na recuperação judicial?

Por outro lado, existem proteções legais que impedem a penhora de determinados bens, garantindo a continuidade da empresa em recuperação. Conforme enfatiza o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, essa salvaguarda é fundamental para que o processo não perca sua finalidade de preservar a atividade econômica. Isto posto, entre os bens que geralmente não podem ser penhorados, estão:

  • Bens essenciais à atividade: máquinas agrícolas no caso de produtores rurais, ou equipamentos industriais indispensáveis à produção, costumam ser preservados.
  • Bens necessários à continuidade dos contratos vigentes: ativos vinculados a obrigações em andamento, cuja perda inviabilizaria o cumprimento do plano de recuperação.
  • Bens protegidos por lei: como parte do capital de giro essencial ou valores considerados indispensáveis ao pagamento de salários.

Essa distinção deixa claro que a lógica do processo é proteger o que mantém a empresa de pé, ao mesmo tempo em que busca meios equilibrados de satisfazer os credores.

Quais cuidados os empresários e produtores devem adotar para evitar a perda de patrimônio?

A prevenção é a melhor estratégia para que a recuperação judicial cumpra seu papel sem comprometer ativos relevantes. Como destaca o Dr. Lucas Gomes Mochi, a análise prévia do patrimônio e a organização documental são passos indispensáveis para reduzir o risco de penhoras indevidas. Nesse sentido, algumas práticas ajudam empresários e produtores rurais a se proteger:

  • Mapear os bens essenciais e não essenciais: essa distinção facilita a defesa contra eventuais pedidos de penhora.
  • Negociar com credores antes da crise: acordos prévios podem evitar disputas judiciais mais duras durante a recuperação.
  • Investir em assessoria especializada: um plano de recuperação bem estruturado considera não apenas o fluxo de caixa, mas também a blindagem patrimonial necessária para manter a operação.

Quando bem conduzido, o processo de recuperação judicial equilibra a proteção da empresa e a satisfação dos credores, preservando a função social do negócio.

Recuperação judicial e penhora de bens: um equilíbrio entre proteção e responsabilidade

Em resumo, a análise da penhora de bens dentro da recuperação judicial exige uma visão prática e estratégica. Segundo o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, não se trata apenas de proteger o patrimônio, mas de alinhar expectativas entre devedor e credores, preservando a atividade produtiva e garantindo a continuidade do negócio. Dessa maneira, para empresários e produtores rurais, esse equilíbrio pode representar a diferença entre o soerguimento e a falência.

Autor: Christian Herman

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