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Golpistas usam o nome do Procon-SP para aplicar fraudes em compras online: veja como se proteger

Nadia Solvika
Por Nadia Solvika 6 de agosto de 2026 6 Min de leitura
Golpistas usam o nome do Procon-SP para aplicar fraudes em compras online: veja como se proteger
Golpistas usam o nome do Procon-SP para aplicar fraudes em compras online: veja como se proteger
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A Fundação Procon-SP alertou a população sobre criminosos que se passam pela instituição em mensagens com promessas de indenização e cashback para roubar dados pessoais e bancários.

Quem faz compras pela internet com frequência já se acostumou a receber avisos sobre supostos problemas em pedidos, cobranças pendentes ou premiações inesperadas. Nem sempre esses avisos são o que parecem. No fim de julho, a Fundação Procon-SP publicou um comunicado reforçando que criminosos vêm utilizando indevidamente o nome do órgão para aplicar golpes contra consumidores e fornecedores, uma prática que ganhou força justamente por explorar a confiança que o público deposita em instituições de defesa do consumidor.

Contents
A Fundação Procon-SP alertou a população sobre criminosos que se passam pela instituição em mensagens com promessas de indenização e cashback para roubar dados pessoais e bancários.Como o golpe costuma ser aplicadoOs sinais que ajudam a identificar uma mensagem falsaO que fazer diante de uma suspeita de fraude

Segundo o Procon-SP, em nota divulgada pela Agência SP, as mensagens fraudulentas chegam por e-mail, SMS, aplicativos de conversa e redes sociais. Elas costumam trazer links para supostos processos administrativos, notificações de dívidas, promessas de indenização, cashback ou prêmios, sempre pedindo que a vítima informe dados pessoais ou bancários para “liberar” o benefício. Em alguns casos, os golpistas chegam a citar pendências falsas em nome do próprio consumidor, criando um clima de urgência que dificulta a análise fria da situação.

Como o golpe costuma ser aplicado

O roteiro se repete em boa parte dos relatos: a vítima recebe uma mensagem informando que tem direito a receber algum valor, seja por uma reclamação antiga, seja por uma suposta ação coletiva vencida contra uma loja ou operadora. Para “receber” o dinheiro, é preciso clicar em um link e preencher um formulário com CPF, dados bancários e, em muitos casos, senhas de aplicativos financeiros. A partir daí, os golpistas usam essas informações para movimentar contas, contratar empréstimos ou até clonar o número de telefone da vítima.

Esse tipo de fraude não é exclusividade do Procon-SP. Órgãos municipais de defesa do consumidor em diferentes regiões do país já haviam emitido alertas semelhantes nos meses anteriores, o que sugere um padrão nacional de golpes que se apropriam de nomes de instituições públicas para dar credibilidade à abordagem. A repetição do problema em cidades distintas reforça que a orientação de desconfiar de mensagens não solicitadas vale para qualquer órgão público, não apenas para o Procon.

Os sinais que ajudam a identificar uma mensagem falsa

O Procon-SP listou alguns pontos que ajudam a diferenciar uma comunicação oficial de uma tentativa de fraude. Toda mensagem legítima da instituição parte exclusivamente do domínio @procon.sp.gov.br, nunca de contas de e-mail pessoais ou de aplicativos de mensagens não vinculados ao órgão. Além disso, o atendimento ao consumidor é sempre gratuito, o que torna qualquer cobrança de taxa, “liberação” de valores ou pagamento antecipado um sinal claro de golpe.

Outro ponto de atenção é o pedido de dados bancários. O Procon-SP não solicita número de cartão, senha, código de segurança ou transferências para dar andamento a atendimentos, reclamações ou supostas indenizações. Sempre que uma mensagem pedir esse tipo de informação em troca de um benefício, o mais seguro é interromper a conversa e verificar a situação diretamente nos canais oficiais da instituição, sem usar os links recebidos por mensagem.

O que fazer diante de uma suspeita de fraude

A orientação do órgão é direta: ao receber uma comunicação suspeita, o consumidor não deve clicar em links, não deve compartilhar dados pessoais ou bancários e deve buscar confirmação apenas pelos canais oficiais do Procon-SP. Caso já tenha havido algum prejuízo financeiro, o registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil é o passo recomendado para formalizar o caso e possibilitar a investigação.

Esse cuidado se conecta a uma tendência mais ampla observada no comércio eletrônico brasileiro. Levantamentos do setor mostram que o consumidor está cada vez mais atento a canais oficiais e mais desconfiado de ofertas e comunicações fora do padrão, um comportamento que tende a se intensificar à medida que os golpes digitais se tornam mais sofisticados e personalizados, muitas vezes usando dados reais de pedidos para parecer legítimos.

Manter o hábito de checar a origem de qualquer mensagem antes de agir continua sendo a defesa mais eficaz contra esse tipo de fraude. Isso vale tanto para comunicações que citam o Procon quanto para mensagens que se apresentam como sendo de transportadoras, marketplaces ou instituições financeiras. Na dúvida, o caminho mais seguro é sempre buscar o número de telefone ou o site oficial da empresa ou do órgão diretamente na fonte, sem usar links recebidos por terceiros.

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