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Inventário e partilha de bens: entenda como funciona esse processo legal

Nadia Solvika
Por Nadia Solvika 1 de agosto de 2025 8 Min de leitura
Bruno Garcia Redondo esclarece como funciona o processo de inventário e partilha de bens após o falecimento.
Bruno Garcia Redondo esclarece como funciona o processo de inventário e partilha de bens após o falecimento.
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Após a morte de um ente querido, é comum que surjam dúvidas sobre o que acontece com os bens deixados. Segundo o procurador Bruno Garcia Redondo, compreender o processo de inventário e partilha de bens é essencial para evitar conflitos familiares e garantir a correta divisão do patrimônio. Esse trâmite, que pode ocorrer tanto judicialmente quanto por via extrajudicial, tem regras claras no ordenamento jurídico brasileiro e deve ser conduzido com responsabilidade e orientação adequada.

Contents
O que é o inventário e por que ele é necessário?Quais são os tipos de inventário disponíveis?As etapas do processo de inventário e partilha de bensQuais cuidados são importantes ao iniciar o inventário?Inventário pode ser evitado?Entender o processo é o primeiro passo para evitar conflitos

Entender como funciona o inventário é o primeiro passo para lidar com esse momento de forma prática. Pensando nisso, este artigo apresenta as principais etapas legais envolvidas, os tipos de inventário disponíveis e os cuidados necessários para resolver a herança da maneira mais eficiente possível. Então, continue a leitura e entenda por que conhecer esse processo pode evitar desgastes emocionais e problemas jurídicos futuros.

O que é o inventário e por que ele é necessário?

O inventário é o procedimento legal utilizado para identificar, avaliar e transferir os bens deixados por uma pessoa falecida aos seus herdeiros legais. Esse processo é obrigatório, mesmo quando não há conflitos entre os familiares ou quando existe apenas um bem a ser partilhado. De acordo com Bruno Garcia Redondo, é por meio do inventário que se apura o patrimônio do falecido, incluindo dívidas, bens móveis, imóveis, investimentos e outros ativos.

Descubra com Bruno Garcia Redondo os principais passos legais para realizar a partilha de bens de forma segura e eficiente.
Descubra com Bruno Garcia Redondo os principais passos legais para realizar a partilha de bens de forma segura e eficiente.

A realização do inventário é importante também para o cumprimento de obrigações fiscais. A partilha dos bens só pode ocorrer após a quitação do imposto sobre transmissão causa mortis (ITCMD), que é regulamentado pelos estados. Além disso, o inventário legaliza a transferência patrimonial, garantindo que os herdeiros tenham seus direitos reconhecidos de forma segura e formal, como comenta o doutor Bruno Garcia Redondo.

Quais são os tipos de inventário disponíveis?

Existem dois tipos principais de inventário: o judicial e o extrajudicial. Ambos são válidos e têm suas próprias exigências, sendo a escolha entre eles determinada pelas circunstâncias da sucessão.

Inventário judicial: Esse tipo é obrigatório quando há menores de idade entre os herdeiros, quando existe desacordo quanto à partilha ou quando não há um consenso sobre a nomeação do inventariante. Conforme informa Bruno Garcia Redondo, esse modelo exige acompanhamento judicial do início ao fim e pode se estender por mais tempo, especialmente se houver litígios.

Inventário extrajudicial: Também conhecido como inventário em cartório, é permitido quando todos os herdeiros são maiores e capazes, e estão de acordo quanto à divisão dos bens. Além disso, é necessário que exista um advogado para representar as partes. Esse processo é mais ágil e menos burocrático, sendo realizado por escritura pública.

As etapas do processo de inventário e partilha de bens

De acordo com o procurador Bruno Garcia Redondo, o processo de inventário segue um conjunto de etapas essenciais, que devem ser respeitadas para garantir a validade legal da partilha. A seguir, veja as principais fases do procedimento:

  • Nomeação do inventariante: pessoa responsável por administrar os bens do falecido durante o processo e prestar contas ao juiz ou cartório.
  • Levantamento dos bens e dívidas: inclui imóveis, contas bancárias, veículos, dívidas pendentes e outros ativos.
  • Avaliação do patrimônio: com base em documentos e valores de mercado, define-se o valor total a ser partilhado.
  • Pagamento de impostos: é necessário recolher o ITCMD antes da formalização da partilha.
  • Elaboração do plano de partilha: definição de como os bens serão divididos entre os herdeiros, respeitando as regras legais.
  • Homologação judicial ou lavratura de escritura pública: dependendo do tipo de inventário, o plano de partilha é homologado em juízo ou lavrado no cartório.
@brunogarciaredondo0

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Essas etapas devem ser seguidas com atenção para evitar nulidades, impugnações ou atrasos na liberação dos bens.

Quais cuidados são importantes ao iniciar o inventário?

Tomar decisões conscientes desde o início do inventário pode evitar entraves legais e emocionais. Isto posto, a orientação profissional é indispensável, especialmente em situações mais complexas. A seguir, veja algumas recomendações essenciais:

  • Consultar um advogado de confiança: o apoio jurídico garante que o procedimento siga corretamente todas as exigências legais.
  • Organizar documentos com antecedência: reunir certidões, escritura de bens, comprovantes de contas bancárias e outros registros acelera o andamento do processo.
  • Fazer acordos transparentes entre herdeiros: mesmo quando não há litígio, é importante que todas as decisões estejam formalizadas.
  • Atentar-se aos prazos legais: o inventário deve ser aberto em até 60 dias após o falecimento, sob pena de multa fiscal.

Mesmo inventários aparentemente simples podem se tornar complicados se não forem bem conduzidos desde o início. Portanto, o ideal é tratar o tema com objetividade, respeito às normas e equilíbrio entre os interesses familiares.

Inventário pode ser evitado?

Em alguns casos, é possível minimizar ou até evitar o inventário por meio de planejamentos prévios. Embora nem todos os bens possam ser transferidos fora do inventário, existem instrumentos jurídicos que facilitam esse processo.

Entre eles, destacam-se:

  • Doações em vida: permitem a antecipação da partilha de bens, desde que respeitadas as cotas legais dos herdeiros.
  • Testamento: instrumento que define a vontade do titular sobre seus bens, desde que observadas as limitações legais.
  • Previdência privada e seguros de vida: valores recebidos por beneficiários não integram a herança e são pagos diretamente.

Essas práticas, quando realizadas de forma planejada, podem evitar disputas e acelerar a transmissão patrimonial, conforme orienta Bruno Garcia Redondo.

Entender o processo é o primeiro passo para evitar conflitos

Em conclusão, o processo de inventário e partilha de bens exige atenção, organização e orientação técnica. Dessa forma, cada etapa, da nomeação do inventariante ao recolhimento dos impostos e homologação da partilha, deve ser respeitada para garantir segurança jurídica aos herdeiros. Logo, a chave para um inventário bem-sucedido está na clareza, no diálogo entre os familiares e no suporte jurídico especializado. Assim, ao compreender como funciona esse trâmite legal, é possível enfrentar esse momento delicado com mais serenidade e eficiência.

Autor: Christian Herman

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